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MANUAL DE LIMPEZA E DESINFECÇÃO DE MATERIAIS CIRÚRGICOS

 

No intuito de fazer com que nossos clientes estendam ainda mais a durabilidade de nosso Instrumental Top®, a Ortovet desenvolveu esse manual que explica os procedimentos corretos na hora de esterilizar e limpar todo seu material cirúrgico.

 

Pretendemos, com a padronização do processo de limpeza e esterilização dos instrumentais cirúrgicos orientar os usuários, para garantir a sua correta utilização e sua maior durabilidade.

  1. 1.    CONSIDERAÇÕES GERAIS

 

1.1  Água

A água ideal para a limpeza é aquela que tem baixas concentrações de cloreto de sódio, ou outro elementos que desequilibram o pH. Estes fatores combinados podem acelerar o processo de deterioração do instrumental e favorecer a incrustação de precipitados minerais provocando corrosão. O cloro, por exemplo, age no aço inoxidável reduzindo sua resistência à corrosão, e ocasiona pontos denominados “pites” que favorecem o surgimento de fissuras, que futuramente podem acarretar no rompimento do material.

Íons pesados, como ferro, cobre ou manganês, podem depositar-se sobre a superfície do instrumentas provocando o aparecimento de manchas coloridas. Essa alteração superficial não é um processo corrosivo, porém pode vir a sê-lo.

A água correta para a limpeza e esterilização deve ser a desmineralizada, deionizada, ou destilada. Outra possibilidade é a instalação de filtros de água e vapor na área de reprocessamento e esterilização do material.

 

- Água desmineralizada: Isenta de substâncias minerais e salinas.

- Água deionizada: Isenta de substâncias iônicas, salinas e minerais.

- Água destilada: Isentas de substâncias iônicas.

 

1.2  Detergentes

O ideal é a utilização de detergentes neutros/enzimáticos, pois eles tem a capacidade de decompor a material orgânica (pus, sangue, fezes, gordura, etc), sem causar danos aos instrumentais, diferentemente do detergente iônico.

 

Observação: Substâncias básicas ou ácidas, como água sanitária nunca devem ser utilizado para a limpeza de instrumentais, pois são corrosivos.

 

1.3  Desincrostantes

São substâncias abrasivas, altamente iônicas, com elevado teor de cloreto. Atuam revitalizando o instrumental removendo ferrugem, crostas e manchas de oxidação, dando ao instrumental aparência de novo.

Esses produtos podem provocar oxidação, porém são muitas vezes necessários. Dessa forma, é importante seguir todas as instruções de utilização fornecidas pelo fabricante para evitar possíveis acidentes.

 

Considerações Gerais

- Os instrumentos devem ser separados por grau de delicadeza e espécie, visando sua preservação. Os delicados devem ser lavados separadamente e os leves devem ser acondicionados acima dos pesados na cuba de lavagem.

- Manuseie poucos instrumentais por vez, evitando danos desnecessários.

- Os instrumentos articulados, ou seja, tesouras, porta agulhas, etc., devem ser acomodados abertos.

 

  1. 2.    LIMPEZA

A limpeza consiste num banho em solução detergente com água aquecida, logo após a utilização dos instrumentais. O detergente deve seguir as normas indicadas pelo fabricante, e a água não deve ultrapassar 60°C. A água acima de sessenta graus aglutina proteínas contidas no sangue e secreções tissulares, dificultando sua remoção.

O principal objetivo da operação é a remoção de resíduos orgânicos, substâncias químicas, e outras secreções.

Independentemente do processo de limpeza utilizado, este deve ser realizado o mais precocemente possível, o que facilita a remoção das sujidades.

Os instrumentos novos devem ser sempre inspecionados e lavados antes da esterilização.

A limpeza pode ser feita de três maneiras: manual, manual com ultrassom ou através de lavadora termodesinfectadora.

 

Observação: Lembre-se que a Autoclave não limpa, somente esteriliza.

 

2.1  Limpeza Manual

 

Os procedimentos de limpeza manual devem ser realizados utilizando-se EPI´s (Equipamentos de Proteção Individual – óculos, máscara, gorro, botas, avental de mangas longas e luvas de borracha).

Os instrumentos que apresentam áreas de difícil acesso para a limpeza podem reter tecidos orgânicos, secreções ou outras substâncias, levando a necessidade de utilização de outros métodos de limpeza.

Deve ser realizada escovação individual do instrumental sob água morna e corrente, utilizando sabão neutro ou detergente enzimático. As escovas utilizadas devem possuir cerdas macias (nylon), visando preservar a integridade física do instrumental. Com cuidado, deve-se escovar as partes serrilhadas, seguindo a linha da serrilha. Nunca utilizar materiais abrasivos na limpeza, como palhas ou esponjas de aço, pois além de marcar, ocasiona microfissuras que favorece a corrosão.

 

2.2.      Limpeza manual e Ultrassom

No processo de limpeza ultrassônica, ocorrem microexplosões das moléculas de ar deslocando a sujidade das superfícies que estão em contato com a solução de limpeza. Para garantir a qualidade, os instrumentais devem ser submetidos a uma limpeza prévia, eliminando os resíduos grosseiros, evitando que o processo torne-se ineficiente.

Todo artigo deve entrar em contato com a solução de limpeza, inclusive lumes e canais. Normalmente, 3 a 5 minutos de imersão, numa frequência de 25 a 40 khz é suficiente para promover a limpeza do instrumental.

Um outro cuidado é com o pH do detergente, o ideal é que seja neutro.

Os instrumentais delicados devem ser colocados com precaução, e não devem entrar em contato entre si, uma vez que as vibrações podem acarretar seu desgaste prematuro.

 

2.3  Limpeza por Lavadora Termodesinfectadora

Os processos automáticos de limpeza são realizados por equipamentos específicos que executam as diversas etapas do processo, como pré-lavagem, detergência, enxágue, desinfecção, enxague e secagem, garantindo a padronização do processo e evitando a exposição de profissionais a agentes infectantes ou contaminantes.

Os instrumentais que serão submetidos à limpeza devem ser separados por peso, tamanho e tipo de sujidade. O carregamento da câmara e a escolha dos ciclos dependerão da sujidade do instrumental e das especificações do fabricante.

 

  1. 3.     ENXAGUE

Após a completa limpeza dos instrumentos, através de lavagem manual ou por ultrassom, deve-se realizar o enxague de modo a remover completamente qualquer resíduo de espuma ou substância detergente. Os instrumentos articulados devem ser abertos e fechados diversas vezes durante o enxague.

Recomenda-se a utilização de água DDD a uma temperatura em torno de 40 a 60° C.

 

4. SECAGEM

Após a remoção de todos os restos de detergente e espuma, os instrumentos devem ser totalmente secos com tecido de algodão macio e absorvente, ou jato de ar comprimido. Deve-se evitar a secagem “natural”, já que neste caso elementos da composição da água poderão agregar-se à superfície do instrumental.

É necessário dar uma atenção especial aos instrumentais articulados, buscando remover a toda água de seu interior.

  

INSPEÇÃO

Depois da limpeza e antes da esterilização, seria ideal examinar cada peça individualmente, buscando presença de sujidades, materiais danificados e vestígios de corrosão.

Em caso de presença de sujidades, lavar o material novamente, e em caso de materiais danificados ou de corrosão, mandar para a assistência técnica.

 

REVITALIZAÇÃO/LUBRIFICAÇÃO

Os materiais inspecionados que apresentarem condições ideais de uso devem ser submetidos ao processo de revitalização.

No processo de revitalização ou lubrificação, é necessário utilizar um produto neutro, hidrossolúvel, que forme uma película protetora sobre a superfície do instrumental, favorecendo a maleabilidade e prevenindo o surgimento de pontos de oxidação sobre estes. O produto, também, deve ser atóxico e permeável ao vapor, portanto não há necessidade de sua remoção antes da esterilização.

A vaselina não é recomendada, pois ela forma uma fina camada na superfície da peça, sob a qual esporos podem resistir à esterilização.

 

5.    ESTERILIZAÇÃO

5.1  Considerações Gerais

O processo de esterilização é a destruição de todas as formas de vida microbiana, como bactérias, fungos e vírus, além de esporos.

A escolha do método de esterilização deve se adequar ao tipo e rotatividade do material, considerando sua praticidade, segurança do paciente e de quem os manipulam, riscos ao meio ambiente e custo do processo. Independentemente do processo de esterilização, ele jamais funcionará se o material estiver sujo.

As recomendações do fabricante do aparelho esterilizador quanto ao volume e a disposição de carga devem ser levadas em consideração.

É importante não esterilizar materiais de aço inoxidável juntamente com material cromado, uma vez que pode ocorrer a formação de uma película escura sobre o instrumental de aço inoxidável, alterando seu aspecto visual e possivelmente seu comportamento mecânico.

5.2  Métodos de Esterilização

Físico: Vapor saturado/autoclaves ; Calor Seco ; Raios Gama/Cobalto.

Químicos: Glutaraldeído; Formaldeído; Ácido Peracético.

Físico-Químicos: Esterilizadoras a Óxido de Etileno (ETO); Plasma de Peróxido de Hidrogênio, Plasma de gases (vapor de ácido peracético e peróxido de hidrogênio; oxigênio, hidrogênio e gás argônio; vapor formaldeído).

 

6. ESTERILIZAÇÃO POR VAPOR SATURADO/AUTOCLAVES

É indicado para esterilização de instrumental termorresistentes, e que permita a penetração do vapor, contudo, a autoclave a vapor envolve um ambiente bastante agressivo, uma vez que envolve calor, pressão e umidade.

A esterilização ocorre pela termocoagulação de proteínas bacterianas, ao expô-las a um vapor num determinado tempo e temperatura, de acordo o aparelho e com as orientações do fabricante.

A autoclavagem é um processo seguro para esterilização, entretanto, se não houver controle nos parâmetros operacionais, pode acarretar em danos ao instrumental. A umidade, alta temperatura e oxigênio, juntos, podem provocar corrosão, microfissuras, trincas e posteriormente quebra.

As autoclaves podem ser divididas segundo os tipos abaixo:

Gravitacional: O vapor é injetado forçando a saída do ar. Apresenta uma desvantagem, pois, na fase de secagem, a capacidade para completa remoção do vapor é limitada.

Elas são mais indicadas para laboratórios.

Alto vácuo: Introduz vapor na câmara interna sob alta pressão com ambiente em vácuo. É mais seguro que o gravitacional, devido à alta capacidade de sucção do ar realizada pela bomba a vácuo.

 

Esterilização Rápida (“FLASH”): O ciclo é pré-programado para um tempo e temperatura específicos, baseado no tipo de autoclave e no tipo de carga. De forma geral o ciclo é dividido em duas fases: remoção de ar e esterilização. Nesse caso, não está programado uma fase de secagem. Os materiais em geral são esterelizados sem invólucros. A menos que as instruções do fabricante permitam. Como o material estará sempre úmido após a esterilização, ele deverá ter um uso imediato, sem ser armazenado.

Este ciclo não deve ser utilizado como primeira opção em hospitais.

 

 

RECOMENDAÇÕES

É recomendada uma limpeza sistemática da esterilizadora removendo sujeiras e excesso de óxido de ferro (ferrugem), com técnicos treinados e autorizados pelo fabricante.

Não é interessante abrir prematuramente a autoclave, pois isso permite a entrada de ar frio no seu interior, resultando em uma rápida condensação do vapor que irá depositar resíduos sobre a superfície do instrumental, que ocasionará em manchas e fissuras em razão da mudança brusca de temperatura.

Os instrumentais que possuem peças desmontáveis deverão ser esterilizados desmontados, permitindo a penetração do vapor.

Os instrumentos articulados devem ser esterilizados abertos, evitando o fenômeno de “corrosão-tensão”, especialmente em áreas vulneráveis como articulação, serrilha e hastes.

 

CALOR SECO

A esterilização ocorre pela desidratação e coagulação dos microrganismos. As recomendações quanto à temperatura e tempo de exposição dos materiais diferem muito. Os parâmetros mais utilizados são:

 

 

Este processo não é o ideal, já que há uma dificuldade em garantir a esterilização pela variação de temperatura no interior da câmara, e também pela sua agressividade ao material.

RADIAÇÃO IONIZANTE

 

O processo de esterilização ocorre pela alteração da composição molecular das células as quais sofrem ionização. É empregado basicamente na indústria, por causa de seu alto custo e necessidade de controle da Comissão Nacional de Energia Nuclear, uma vez que utiliza o cobalto 60 (raio gama) e o iodo 135 (raio beta).

Este processo é indicado em caso de peças cromadas ou termossensíveis.

 

 

PLASMA DE PERÓXIDO DE HIDROGÊNIO

 

A esterilização ocorre pela desestruturação das membranas celulares. Tem ação bactericida, esporicida, fungicida e virucida.

A temperatura varia de 40 a 55 °C e o termo de ciclo de 58 a 74 minutos. As embalagens utilizadas (tivek®, mylar e manta de polipropileno), os materiais e os artigos (aparelhos eletrônicos, endoscópios, serras e instrumentais) devem ser compatíveis com o processo. É um processo atóxico, seguro, rápido, que utiliza baixa temperatura e atinge amplo espectro bacteriano.

 

 

SISTEMA AUTOMATIZADO COM ÁCIDO PERACÉTICO

 

A esterilização ocorre pela ação oxidante que atua na parede e interior da célula, danificando o sistema enzimático dos microrganismos.

O sistema opera com temperatura de 50 a 56 °C e o tempo de processamento varia de 30 a 45 minutos.

O material deve ser utilizado imediatamente após o término do processo, já que os cestos utilizados para o seu acondicionamento não são hermeticamente fechados.

Como o ácido peracético é um produto corrosivo, ele deve apresentar um inibidor de corrosão em sua formulação.

 

 

VAPOR DE BAIXA TEMPERATURA E FORMALDEÍDO GASOSO

 

A esterilização ocorre pela coagulação das proteínas citoplasmáticas por meio de temperaturas que variam de 50 a 60 °C, com exposição de 180 a 330 minutos.

A embalagem e os artigos devem ser compatíveis com o processo.

 

ÓXODO DE ETILENO

 

Este método de esterilização ocorre pela alquilação dos componentes celulares básicos. O processo utiliza uma temperatura de 50 e 60 °C, com variação de 3 a 7 horas, acrescido de uma aeração forçada para remoção do gás e seus derivados tóxicos residuais de 8 a 12 horas.

Existe a necessidade de aguardar a liberação dos testes bacteriológicos (bacillus subtillis) em 48 horas, para a confirmação da eficácia do processo.

As embalagens utilizadas podem ser papel cirúrgico, combinação de papel com filme plástico, papel crepado e TNT.

Possui amplo espectro microbiano, boa penetrabilidade, não é corrosivo e não danifica objetos, porém é tóxico, apresenta efeitos carcinogênicos, mutagênicos e neurotóxicos, e é inflamável e explosivo. É recomendado apenas para materiais que não possam ser submetidos a outros processos.

 

 

GLUTARALDEÍDO

 

A esterilização ocorre pela alquilação alterando a síntese de proteínas, RNA e DNA.

O processo de esterilização exige imersão total dos artigos e efetua-se em 8 a 10 horas, de acordo comas orientações do fabricante.

É um produto tóxico e altamente corrosivo, portanto é indicado apenas para artigos termossensíveis quando não houver outro método de esterilização disponível. Os artigos devem ser esterilizados imediatamente antes do seu uso. O enxague rigoroso e a secagem devem ser realizados com técnica asséptica.

 

 

CONSIDERÇÕES FINAIS

 

Os instrumentais cirúrgicos representam um elevado investimento para hospitais e clínicas, portanto devem ser manuseados de maneira adequada, para não afetar sua durabilidade.

Todos os detalhes devem ser minuciosamente considerados, para não interferirem na vida útil do material, levando a futuros prejuízos ao comprador.

A Ortovet desenvolveu este manual para um melhor esclarecimento dos métodos corretos de conservação, limpeza e esterilização dos instrumentais cirúrgicos.

 

 

 

BIBLIOGRAFIA

 

Ceribelli, M.I.P.F.: Problemas e limitações da esterilização por óxido de etileno no

âmbito hospitalar. Enfoque, v. 1, p. 8-13, 1996

 

Graziano, K.U., Castro M.E., Moura, M.L.: Detergentes enzimáticos: um recurso

adicional para limpeza dos artigos odonto-médico-hospitalares.

 

Lifemed. <http:/www.lifemed.com.br/art_ini.htm> acesso em 06.10.02

 

Meeker, M. H., Rothrock, J. : Alexander Cuidados de Enfermagem ao Paciente Cirúrgico.

RJ. 10ª Edição, Ed. Guanabara Koogan SA, 1997

 

Silva, M. A. A., Rodrigues, A. L., Cezaretti, I. U. R.: Enfermagem na Unidade de centro

Cirúrgico. SP. Ed. EPU, 1992

  

Adaptação: Giovanna Perasso Guariglia


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